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Ciranda Cirandinha

A aventura de se ser Mãe e Mulher

4º aniversário da Beatriz

Wednesday, February 16, 2005

Um tributo...

... a este Senhor, que me lembrou, num comentário abaixo, um dos textos mais belos e "crueis" (para nós mães) que em tempos li e que merece, obviamente, honras de post.

"Os Filhos"

«Uma Mulher que carregava o Filho nos braços disse:
"Fala-nos dos Filhos",
E ele falou:

Vossos Filhos não são vossos Filhos.
São os Filhos e as Filhas da ânsia da Vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso Amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas Almas;
Pois suas Almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a Vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos Filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa Alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável...»


de Kahlil Gibran, 1923, in "O Profeta".


Obrigada, meu amigo, por mo trazeres à memória.

*** Ciranda

4 Comments:

At 2:09 PM, February 17, 2005, Anonymous Perdida nas palavras said...

Amo este poema, é lindo e muito verdadeiro!***

 
At 8:21 PM, February 17, 2005, Blogger C_de_Ciranda said...

Absolutamente!
;)

*** Ciranda

 
At 3:27 PM, February 19, 2005, Blogger Ana de Sena & Miguel de Sena said...

Espero que vejas tal sob o prisma certo. O da Vida tão forte que brota das Crianças. E continuarás sempre a ser a Sua Mamã... Ad eternum. E mais nada ! Venha quem vier...

 
At 5:44 PM, February 21, 2005, Blogger C_de_Ciranda said...

Claro que sim... Por muito que nos custe vê-los crescer e sair da nossa alçada, não poderá ser doutra forma. Muito me custaria vê-la amarrada a mim por uma qualquer obrigação ou um qualquer desígnio.

Querem-se livres, para viver uma vida que não a nossa de pais, mas da qual fazemos, intrinsecamente, parte!

E assim seja!

*** Ciranda

 

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