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Ciranda Cirandinha

A aventura de se ser Mãe e Mulher

4º aniversário da Beatriz

Friday, February 18, 2005

Hábitos e afectos

Talvez por ter sido amamentada até perto dos 11 meses, sempre teve um hábito esta minha filha. Nunca teve um brinquedo favorito, nem nunca quis a fralda de pano para afagar. Não. Gosta do contacto físico. A pele quer-se com a pele, num contacto íntimo, e ela não abdica disso. E assim, sempre que pode, enfia a mão, decote abaixo, e abre caminho até me sentir o calor do corpo. E aí repousa, em ávidas carícias, até que por fim, lentamente, o ritmo abrande, o corpo lhe tombe de cansaço e, num doce embalo, finalmente adormeça.

E sempre assim foi. Desde o primeiro dia de vida. Desde as primeiras horas. Desde a primeira vez que por mim foi saciada, que lhe senti aquela mão – ainda tão frágil e descoordenada –, a procurar-me o peito.

Aquela bebé foi crescendo, entretanto e, de forma quase proporcional, foi crescendo a avidez dessas carícias. Todos os momentos de amamentação, de colo, de sono, de biberão, passavam por aí. E assumiram tal importância que, a certa altura, já não era só com a mãe que ela se comportava assim. O avô F. e a madrinha eram (e são ainda!) duas das principais “vítimas”. As pessoas mais próximas delas viram-se sem meios de negar tal xodó à criança. É que nem perguntava primeiro. Fazia parte dela, já. Eu confesso que parte do prazer acabava por ser meu também. Mas, confesso também que muitas foram as vezes em que este hábito era levado a exageros, não olhando nem a onde se estava, nem com quem se estava, enfim… envergonhando esta pobre mãe que, com um sorriso pálido, era quase apanhada em trajes menos próprios! ;)

Hoje a coisa está mais controlada e a necessidade foi-se, também ela, adaptando. Não quer dizer com isso que tenha cessado. Continua a não abdicar desse contacto sempre que é para dormir. Ou quando está doente e, por isso, se presta mais a ficar aninhada no meu colo… De há uns tempos para cá, a última moda é mexer na barriga. Se vem ao colo, tem necessariamente que nos desfraldar para se poder embalar, enquanto afaga barrigas e costas. E isso é ponto assente. E, se pensar nisso, chego à conclusão que essa alteração provém, muito provavelmente, do facto de estarmos no Inverno e a roupa ser mais subida, com menos decotes. Veremos o que nos traz a Primavera.

Eu não me queixo. É muito física, ainda hoje, e essa necessidade de contacto tem de facto a ver com a índole dela (ao que parece – e pelo que me dizem – eu fui uma criança bastante mais arisca). Assim, esta meiguice e esta necessidade do afecto materno, são duas das características que mais me aturdem os sentidos de mãe e me deliciam.

Mas que no Inverno custa levarmos com uma mão gelada costas (ou barriga) acima… CUSTA! Apre… ;)

*** Ciranda

9 Comments:

At 5:52 AM, February 18, 2005, Blogger ni said...

Eu cá acho que tu não te importas muito com as mãos frias da moça, pois tás completamente babada com a princesa linda que aí tens e nem consegues disfarçar...
:o)
Beijinhos e abraços

 
At 11:02 AM, February 18, 2005, Blogger Costinhas said...

Comigo é exactamente a mesma coisa... mas a Joana com 16 meses ainda mama!

Acho que somos umas priveligiadas por ter esse contacto tão intenso e tão directo com as nossas filhas!

Mas concordo contigo! Custa tanto expor a nossa barriguinha e não só ao frio do Inverno!

Mas sabe bem... a elas e a nós!

Beijinhos
Sandra

 
At 11:39 AM, February 18, 2005, Blogger Someone Here said...

Que gestos mais ternurentos! Um mimo a tua filhota! Beijocas!

 
At 11:59 AM, February 18, 2005, Blogger bekas said...

Vá lá, não te queixes dessas mãozitas geladas. Daqui a nada isto tudo acaba e ficam as saudades destes momentos de tanta ternura.
Beijinhos

 
At 2:48 PM, February 18, 2005, Blogger Mae_babada.blogspot.com said...

uhmmmmm há coisas que eu não dispenso.... uma delas é que não me faço nada rogada para dormir com a Beatriz, sinto-me tão bem. Acho que ficamos as duas, ou melhor os três tão tranquilos a dormir todos na mesma cama. Sabe mesmo bem. (pronto OK só de vez em quando, eu sei que não é bom, mas sabe bem...)

 
At 4:08 PM, February 18, 2005, Blogger Ana de Sena & Miguel de Sena said...

«O povo também estava trazendo Criancinhas para que Jesus tocasse Nelas. Ao verem isso, os discípulos repreendiam aqueles que as tinham trazido. Mas Jesus chamou a si as Crianças e disse: "Deixem vir a mim as Crianças e não as impeçam, pois o Reino de Deus pretence aos que são semelhantes a Elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma Criança, nunca entrara Nele."» (Lucas, 18:15-17; Mateus, 19:13-15; e Marcos 10:13-16)
Não é que eu seja crente, mas até nos livros em questão as Crianças são consideradas um Tesouro Inigualável.
Abençoadas sejam as duas, Mãe e Filha.

 
At 9:51 PM, February 19, 2005, Anonymous Anonymous said...

ai, ciranda!!! tou tão orgulhosa!! vou comprar a revista :)
t&v

 
At 5:35 PM, February 21, 2005, Blogger C_de_Ciranda said...

Lia, pois... de facto, e no fundo, eu não me importo nada desses abusos dela. Custar-me-ia era se não os houvesse, suponho! ;)

Sandra, e pensava eu que 11 meses já tinha sido muito tempo! Hehehe. Mas isso é óptimo para a Joaninha.

Bekas, ainda não acabou e eu já tenho saudades. Essa é que é essa!

mãe_babada, eu também faço isso muitas vezes com a minha "melra". Aliás, ela teima em vir acabar a última meia hora de sono, invariavelmente, na minha cama. Meia volrta dorme a noite toda também. E eu não me importo nada. É muito bom! Bem... desde que não sejam muitos dias consecutivos porque aí, com os pontapés e mexidelas que ela dá... começo eu a dormir mal. :)

Canibal, mas alguém ainda tem dúvidas? Claro que são. São o que de mais puro temos! ;)

T&V Hehehehe A evr vamos o que dali sai. Estou muito curiosa! ;)

Um beijinho muiiiito grande a todos, sim?

*** Ciranda

 
At 5:04 PM, February 24, 2005, Blogger Tão só, um pai said...

... lá em casa, ficámos com as orelhas maiores ...

 

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