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Ciranda Cirandinha

A aventura de se ser Mãe e Mulher

4º aniversário da Beatriz

Tuesday, January 18, 2005

"Naninhas" & Chupetas

Desde que a Beatriz nasceu, a chupeta tem sido um pacificador bastante útil. Sossegava-a e acalmava-a em diferentes situações e, acima de tudo, facilitava e acelerava o processo de entrada no mundo dos sonhos. Apesar disso, nunca a quis habituar a andar por aí com ela na boca. Sempre achei detestável (perdoem-me) ver crianças (e não digo bebés) agarradas à chupeta pela rua fora e para tudo que é lado. Não gosto, não acho necessário e parece-me um mau hábito, resultante muitas das vezes da preguiça e falta de paciência dos educadores que, muitas vezes em vez de terem de perder tempo a acalmar a criança, ou perceber sequer o porquê do choro, lhe enfiam a dita cuja na boca, de forma a calá-la. Para além do péssimo hábito que isso implica, cria sérios problemas com a formação quer do palato, quer da própria dentição. A chupeta é para dormir e pronto. E consegui o meu intento.

E a Beatriz tinha 3 chupetas. Uma em casa, para as sestas da tarde – já que a chupeta à noite foi espontaneamente abolida por ela há cerca de ano e meio –, outra no estúdio, para lá fazer as “naninhas” da tarde, e uma terceira no porta-luvas do carro, just in case.

Há pouco mais de um mês, a Beatriz resolveu, por iniciativa própria, deitar a chupeta lá de casa ao caixote do lixo. Claro está que, imediatamente depois da “festa” e dos chorrilhos de “Muito bem!” e “Ai que linda menina!!”, e mal a apanhei distraída, corri a tirar a chupeta do lixo e guardei-a. É que em casa não havia mais nenhuma e, apesar da grande boa vontade da pequenota, cheirava-me que mais lá para o fim-de-semana ela ia fazer falta.

Os dias que se seguiram foram complicados. Apesar de não querer chupeta à noite, não a dispensava nas sestas vespertinas e cada vez que era preciso dormir… a coisa complicava-se. Ela pedia-me a chupeta e chorava desconsolada e visivelmente desolada… E eu, enquanto a embalava, ia-a recordando de que tinha sido ela própria a deitá-la ao lixo e que agora não havia chupeta. Que tinha vindo o camião do lixo e a tinha levado para muito longe. E ela dizia que havia sim, havia sim! E agarrava-se a mim e chorava.

Por um lado, achei que este era o momento ideal para acabarmos com este vício. Não só por ter partido de uma atitude dela, perfeitamente espontânea, mas também porque tinha imposto a mim própria que isso haveria de acontecer até aos 3 anos de idade. Por outro lado, partiu-se-me o coração de cada vez que chegava a hora da nana. Mas também achei que não podia ser fraca e resolvi fazer uma tentativa séria.

E durante 5 ou 6 dias foi o cabo dos trabalhos. Para adormecer à tarde era um castigo. Dormia pouquíssimo, andava visivelmente zangada e irritadiça (como nunca) e até meia agressiva. Com base nisto, comecei a ponderar se este corte súbito não seria contraproducente (este tipo de carências pode, muitas vezes, tornar-se prejudicial ao equilíbrio interior), mas resolvi dar mais um dia ou dois à experiência. E, aos poucos, lá foi sossegando. Tornou-se uma vez mais calma e tranquila e, de dia para dia, foi-se tornado menos difícil adormecer. Claro que, hoje em dia, canto-lhe mais do que nunca!! ;)

E é mais uma etapa vencida! Mais uma vitória. Mais um motivo de orgulho.

:)

*** Ciranda

5 Comments:

At 12:13 AM, January 19, 2005, Blogger ni said...

Ah moça valente...
:o)
Já aprendia qualquer coisa hoje! para pôr em prática daqui a uns anos, mas pronto...
;o)
A ver se n me esqueço, até lá...
Beijinhos e abraços

 
At 12:41 PM, January 19, 2005, Blogger Margarida Atheling said...

Parabéns!
É mais uma etapa vencida, e não é uma etapa insignificante!
Acho que a minha mãe teve imensos problemas comigo porque, quando já me tinha desabituado a dormir sem chupeta, nasceu o meu irmão, e era ver-me a ir pé ante pé roubar a chupeta ao meu maninho para ir dormir com ela. Às vezes até era só para dormir com ela na mão. Mas não passava sem ela!
Bjs

 
At 4:58 PM, January 19, 2005, Blogger Mary Poppins said...

Ena! :) Isso é óptimo, até porque não corre o risco de deformar as dentocas. O Bão adorava chucha e também a deixou por ele, perto dos 3 anos, e a Conchinha só usou chucha até aos 14 meses, mas era a natural, a mama. :)

 
At 12:48 PM, January 20, 2005, Blogger xilileca said...

O dentista chamou-me a atenção, porque ela tinha 3 anos acabadinhos de fazer e ainda usava a chupeta... no regresso de um fim de semana, fingi que me tinha esquecido da chupeta, a 1ª noite foi difícil e depois acabou por se habituar, mas tive tanta pena dela... era um consolo, um miminho... Mas terrível para a formação dos dentes e do palato!!

 
At 5:34 PM, January 20, 2005, Blogger C_de_Ciranda said...

Lia, LOL vai anotando num caderninho! heheheh ;) Mas não te preocupes que, quando a altura chegar, já foste mil vezes bombardeada por tudo o que há de informação e conselhos. ;)

Margarida: Shhhhiu... Nem digas nada.. Comigo tiveram de inventar a história do rei da chupeta de pau que deixava as meninas com a boca torta! Há desenhos feitos pelos meus tios e tudo!! Um dia conto essa história. É digna de um post! LOL

Mary, a minha também usou essa "au naturel" mas foi só até aos 10 meses, infelizmente! ;)

E em relação às deformações do palato e dentes... um dos meus pontos de orgulho durante a última consulta no pediatra foi, precisamente, o facto de ele ter feito o reparo de que a Beatriz não usava chupeta. Ora, ela ainda usava, mas só para dormir à tarde. Como à noite já não usava há mais de ano e meio, nem acusava ;)

É bom sabermos que estamos a fazer o melhor por eles.. mesmo que o processo não seja sempre indolor.

 

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